01/10/2019

Protagonista da Enfermagem Sergipana

Enfermeira, Rosa Mérice Alves Pacheco Cardoso.

De atendente de enfermagem à diretora operacional do maior hospital privado de Sergipe. A dona dessa história é a nossa Protagonista da Enfermagem Sergipana deste mês de setembro.

“A Enfermagem era a luz do meu caminho, aquilo que instintivamente me guiava para o futuro. Graças aos ensinamentos e à visão dos meus pais, com as condições que eles me proporcionavam, eu marchava rumo a essa luz. Durante toda a minha vida, minhas ações convergiam para meu foco que era ser enfermeira”, disse Rosa Mérice, enfermeira há 37 anos, filha de professora e agrimensor, natural de Aiquara/BA e mãe de 06 filhos.

Quando questionada sobre inspiração e o desejo pela enfermagem, emocionada ela falou de imediato “Meu tio Moisés (in memoriam). Ele é um espírito de luz. Na época em que eu era criança não existia posto de saúde na cidade. Meu pai era proprietário de uma farmácia e eu assistia meu tio, que possuía apenas o antigo primário e não tinha noção alguma da área de saúde, pedir a meu pai para comprar um equipamento que hoje seria uma autoclave, para esterilizar as seringas de vidro e demais instrumentos. Ele fazia sutura, curativo, aparelho gessado e aplicava injeção. Todas as pessoas que adoeciam em Aiquara, procuravam meu tio”.

Com essa inspiração, ela foi se encantando pelo ato de cuidar vinculado ao alívio e o conforto das pessoas. Os profissionais de enfermagem são indispensáveis nas instituições de saúde. Rosa acredita que “a busca pela evolução clínica do paciente acontece junto a outros saberes, mas, é a convivência diária com as alegrias, perdas, medos e dores que fazem a enfermagem ser comprometida com a vida”. A relação de confiança é estabelecida desde o momento em que o paciente chega nessas instituições até a hora em que ele se despede do local.

 

A vida acadêmica e o início na carreira

Em 1977, Rosa Mérice mudou-se para Aracaju para concluir o nível médio e fazer vestibular. O desejo de cursar enfermagem era tão grande que ela dedicava-se aos estudos até mesmo quando faltava energia. Estudava a luz de velas. Sua dedicação lhe rendeu pontuação para ingressar em qualquer curso da Universidade Federal de Sergipe (UFS). Mas, desde a época do ‘Tio Moisés’, ela já tinha decidido fazer Enfermagem.

Em 1978, passou no vestibular da Universidade Federal de Sergipe (UFS), casou-se e 03 meses depois engravidou do primeiro filho. Enfermagem, liderança e empreendedorismo conduziram a vida pessoal de Rosa Mérice. A necessidade de manter a família, fez com que ela estudasse a graduação de Enfermagem simultâneo ao curso de Atendente de Enfermagem para estagiar na área e conseguir complementar a renda com as aulas de reforço que ensinava, juntamente com a venda de produtos de beleza na faculdade.

Quando concluiu o curso de enfermagem em 1982, de estagiária, ela assumiu a gerência do centro cirúrgico e obstétrico da Clínica Santa Lúcia. As primeiras referências de Enfermagem da nossa protagonista foram Enfª Louralina Maciel, Tec. de Enf. Zelina Silva, parteira e Aux. de Enf. Sílvia Ferreira, entre tantas outras profissionais que ensinaram muito da prática de enfermagem. Em seguida, ela recebeu o convite para trabalhar na Maternidade Renascença, onde participou da implantação da UTI Neonatal.

Está se perguntando como ela começou a trabalhar no maior hospital privado de Sergipe? Além dos locais mencionados acima, Rosa Mérice passou no concurso do Ministério da Saúde (1984) e trabalhou no Hospital Ana Neri em Salvador/BA, nos Postos de Assistência Médica/INAMPS do município de Estância e da rua de Bahia, em Aracaju.

Quando ela desligou-se do Hospital Renascença em 1991, recebeu uma proposta do Hospital São Lucas. Um ano depois em que trabalhava como coordenadora da Secretaria Clínica, ela assumiu temporariamente a Diretoria Administrativa do Hospital enquanto o diretor estava estudando no exterior. Na ocasião, deu um suporte no faturamento e uniu a área assistencial à administrativa. Com o retorno dele, a mesma, foi convidada pelos fundadores Dr. José Augusto Barreto e Dr. Dietrich Todt para assumir a Diretoria Operacional do maior hospital privado de Sergipe.

Para nossa protagonista, a convivência diária com esses dois mestres, fez com que ela entendesse o verdadeiro desafio de administrar um hospital. “Eu sempre ouvia de Dr. José Augusto Barreto a frase – curar poucas vezes, aliviar muitas vezes, mas confortar, sempre! – Isso me inspirou a resgatar a história da enfermagem do Hospital São Lucas, transformando esse resgate num verdadeiro ato de amor à enfermagem e realização pessoal. Ali, tive oportunidade de constatar a primeira anotação de enfermagem e a verdadeira luta das colegas que vieram de fora para dar os primeiros contornos a esses serviços”.

 

O dia a dia da profissão

A rotina do enfermeiro é bem intensa. Existe o sistema de turnos, plantões e a maioria dos profissionais possuem mais de um vínculo. Para Rosa Mérice, o trabalho da equipe de enfermagem envolve muita responsabilidade, persistência, resiliência, estudo e sentido de vida pela escolha feita. “É preciso cuidar desde a higiene, alimentação, administração de medicamentos, prescrição de curativos, entre muitos outros cuidados de responsabilidade dos profissionais da enfermagem. Para mim, a melhor satisfação é ver o paciente receber alta e sair do hospital com um sorriso no rosto”, revela a protagonista que está há 27 anos como Diretora Operacional do Hospital São Lucas.

Como já foi dito em outras edições do quadro Protagonista da Enfermagem Sergipana, a Enfermagem é sinônimo de muito estudo. Os profissionais se especializam, fazem cursos de mestrado, doutorado, tudo isso, concomitante às horas que eles passam em seu ambiente de trabalho. E com Rosa Mérice não foi diferente, assim que assumiu o cargo de diretora operacional, ela fez o curso de Bacharel em Direito e especializações na área em que atua.

Na área da saúde, a avaliação da qualidade técnica dos serviços prestados é fundamental, bem como, a avaliação da experiência do paciente. Durante esse tempo em que está à frente desta função, Rosa Mérice e toda a equipe multidisciplinar, conquistaram algumas das certificações de acreditação, a exemplo da ONA (Organização Nacional de Acreditação) – níveis 1, 2 e 3 – e a internacional canadense (QMentum Diamond). “Conquistar essas certificações, significa evidenciar a melhoria de processos e resultados assistenciais de forma a reduzir riscos para os pacientes. Gerenciar e mensurar os resultados é fundamental. Esse é um processo contínuo porque a ciência é dinâmica”, disse a diretora.

Rosa Mérice é a prova de que o profissional de enfermagem é sim, um protagonista de grande peso para a saúde no nosso país!

 

Fonte: Ascom / Coren-SE




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