10/07/2019

Oito bolsistas constituem a primeira turma formada a partir do acordo CAPES/COFEN

Buscando a consolidação da SAE, o Cofen firmou, em parceria com a CAPES, convênio para a qualificação de 500 Enfermeiros em Mestrados Profissionai ...

A Sistematização da Assistência de Enfermagem, também chamada de SAE, foi regulamentada pelo Conselho Federal de Enfermagem (COFEN) como um método científico de responsabilidade dos enfermeiros. A SAE organiza o trabalho dos profissionais e direciona as intervenções de enfermagem, integrando sua atuação aos demais profissionais da equipe multiprofissional.

Buscando a consolidação da SAE, o COFEN firmou, em parceria com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), convênio para a qualificação de 500 Enfermeiros em Mestrados Profissionais de Enfermagem de todo país, com foco na implementação efetiva do processo de enfermagem no Sistema Único de Saúde (SUS), por meio da SAE.

O Mestrado Profissional em Saúde Materno Infantil da Universidade Franciscana recebeu oito bolsistas beneficiários, do edital n° 27/2016, acordo CAPES/COFEN n° 30/2016 e ao longo dos dias 8 e 9 de maio de 2019, eles defenderam as suas dissertações de mestrado durante a 6ª Jornada Internacional de Enfermagem. Estes constituem a primeira turma beneficiária deste acordo a concluírem os trabalhos juntos, em nível nacional.

A enfermeira e pesquisadora Wanda de Aguiar Horta é autora da Teoria das Necessidades Humanas Básicas, fundamentada nas dimensões psicobiológicas, psicossociais e psicoespirituais. A partir disso, se instituiu o processo de enfermagem com base em ações sistematizadas, organizadas em cinco etapas que são: coleta de dados (histórico de enfermagem), diagnóstico de enfermagem, planejamento de enfermagem, implementação e a avaliação de enfermagem.

Conheça as pesquisas e produtos realizados pelos bolsistas:

 Orientada pela docente prof. Dra. Dirce Stein Backes, Aline Medianeira Gomes Correa criou um instrumento de histórico de enfermagem, em formato de formulário, implementado na Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica do Hospital Universitário de Santa Maria. Essa coleta de dados caracteriza a primeira etapa do processo de enfermagem, que é o levantamento de todas as informações necessárias à primeira consulta.
A profissional identificou que os Enfermeiros da UTI Pediátrica possuíam conhecimento teórico-metodológico limitado sobre a SAE e, por isso, realizou ações estratégicas visando aprofundar teoricamente as etapas do processo de enfermagem no local. Ela trabalhou individualmente a SAE, em turnos de trabalho, nas passagens de plantão e também nas discussões dos grupos focais. E como resultado desse processo, as etapas da SAE já são compreendidas e internalizadas pela equipe de enfermagem do local.
Sua banca foi formada pela coordenadora de área da Capes, prof. Dra. Cristina Maria Garcia de Lima Parada, o prof. Dr. Joel Mancia, da Unisinos, a prof. Dra. Suzinara Beatriz Soares de Lima, da UFSM, prof. Dra. Adriana Dall’ Asta Pereira, da UFN e a Profª Heloísa Helena Oliveira da Silva (COFEN).

 Já Aline Dalcin Segabinazi, orientada pela prof. Dra. Mara Regina Caino Teixeira Marchiori, criou um roteiro de diagnósticos e intervenções de enfermagem a partir da CIPE® para as consultas de enfermagem no acompanhamento neonatal, aplicado na Unidade de Estratégia Saúde da Família São José.
Durante sua pesquisa, ela evidenciou que os profissionais da rede de atenção primária do município possuíam muitas dúvidas a respeito da SAE, foi então que decidiu criar uma Comissão de Sistematização da Assistência de Enfermagem, protagonizada pelas enfermeiras do município de Santa Maria. Como resultado desse processo, foi construído um roteiro de enunciados de diagnósticos e intervenções de enfermagem a partir da Classificação Internacional para as Práticas de Enfermagem (CIPE®), a ser utilizado na rede de atenção primária durante as consultas de enfermagem ao neonato.
“O mestrado foi um processo de reconstrução e transformação pessoal e devido as provocações geradas, como a necessidade da criação do hábito de estudo, tempo de dedicação às aulas e às atividades inerentes do mestrado. Esses desafios trouxeram um amadurecimento que levou a uma visão mais reflexiva e crítica do processo de trabalho, da vida pessoal e profissional”, avalia Aline.
Sua banca foi constituída pela Dra. Márcia Regina Cubas, da PUC/Paraná, a Dra. Angélica Maria Ospina Romero, da Universidad La Sabana/Colômbia e a Dra. Naiana Oliveira dos Santos, da UFN.

– Fabiele Rodrigues Maurer, orientada pela prof. Dra. Cláudia Zamberlan, elaborou um instrumento com as etapas do Processo de Enfermagem para uma Maternidade de Risco Habitual, aplicado na Maternidade do Hospital Casa de Saúde.
A pesquisa realizou um histórico de enfermagem com os principais diagnósticos da maternidade e suas intervenções. Através de um grupo focal constituído pelas enfermeiras atuantes da maternidade e as residentes em enfermagem obstétrica, o processo resultou em uma ferramenta de histórico que, de acordo com a autora, é simples, concisa, e passível de ser aplicada.
“Apesar dos desafios encontrados e dos que ainda virão, é gratificante saber que já estamos fazendo a diferença em nossos locais de prática. Isso já resulta em reconhecimento por parte da equipe, como enfermeira referência na SAE da maternidade, além de ser uma enfermeira mais competente, capaz de respeitar e compreender as atribuições que são inerentes, refletindo na prática profissional qualificada para o ser e fazer do enfermeiro” destaca Fabiele.
Participaram de sua banca, a Dra. Kênia Lara Silva, da Universidade Federal de Minas Gerais, a Dra. Margarita Poblete Tronosco, da Universidade Católica de Maule/Chile, a Dra. Graciele Fernanda da Costa Linch, da Universidade Federal de Ciências de Porto Alegre e o Dr. Silomar Ilha, da UFN.

– Daniel Soares Tavares, orientado pela docente prof. Dra. Martha Helena Teixeira de Souza, desenvolveu um instrumento de histórico de enfermagem para o levantamento de todas as informações necessárias para uma primeira consulta, o qual, após publicado, poderá ser utilizado durante as consultas de enfermagem pré-natais. Sua pesquisa foi aplicada em uma Estratégia de Saúde da Família do município de Sinimbu.
“O mestrado foi uma grande conquista e representa uma grande realização pessoal. Desde o término da minha graduação eu tinha o desejo de realizá-lo, porém considerando minha cidade de atuação e carga horária de trabalho, provavelmente, sem a bolsa, demoraria muito tempo para concretizá-lo. Foram anos de aprendizado, e uma aproximação com a gestão municipal, fortaleceu minha credibilidade na instituição”, relata Daniel.
Compuseram a sua banca, a Dra. Silvia Matumo¬to (USP/SP) | Dra. Claudete Moreschi (URI/Santiago) | Dra. Juliana Silveira Colomé (UFN).

– Luciana Denize Molino da Rocha, orientada pela prof. Dra. Martha Helena Teixeira de Souza, construiu o Blog da Saúde: Sistematização da Assistência de Enfermagem na consulta de Pré-Natal de baixo risco, enfatizando os principais diagnósticos de enfermagem e intervenções no pré-natal de baixo risco, com o propósito de alcançar, por meio de ferramenta eletrônica, um maior número de enfermeiros possíveis e, com isso, difundir o conhecimento da SAE. A sua pesquisa foi aplicada na Unidade de Estratégia Saúde da Família Lídia.
Sua banca foi composta: Dra. Marcia Cubas (PUC/PR) | Dra. Sandra Maria Cezar Leal (UNISINOS/PA) | Dra. Elenice Mar¬ins (UFN).

 Orientada pela prof. Dra. Claudia Maria Gabert Diaz, Viviane Queiroz Flain construiu um plano terapêutico de cuidado, a ser utilizado nas consultas de pré-natal de alto risco. Sua pesquisa foi realizada no Hospital Universitário de Santa Maria.
Segundo ela, a pesquisa resultou no fortalecimento da comunicação entre as equipes multiprofissionais do hospital, bem como na qualificação do atendimento às gestantes de alto risco atendidas no HUSM. O processo estimulou também o autocuidado da gestante, e gerou reconhecimento pela equipe de saúde quanto à importância da consulta multiprofissional às gestantes, suas fragilidades e busca constante por melhorias.
Constituíram a sua banca, a prof. Dra. Lurdes Lomba, da Universidade de Coimbra/Pt, a Dra. Izabel Cristina Hoffmann, do HUSM, e a Dra. Carla Lizandra Ferreira (UFN).

– Ana Carolina Feldns, orientada pela prof. Dra. Mara Regina Caino Teixeira Marchiori, construiu um catálogo com diagnósticos e intervenções de enfermagem para crianças de primeira infância, baseado na CIPE®. Sua pesquisa foi aplicada na Unidade Básica de Saúde – Sofia Saldanha Silveira, de Nova Esperança do Sul.
A pesquisa foi responsável pela atualização, reorganização e criação de protocolos, manuais e regimento interno, no campo de trabalho. Além disso ela promoveu, também, a diferenciação entre Processo de Enfermagem e SAE, sendo que estes, até o momento, eram entendidos como conceitos similares.
“Tive a oportunidade de conviver com colegas de profissões distintas e com opiniões sob um olhar multiprofissional, o que enriqueceu ainda mais as aulas. Desta forma, o mestrado possibilitou a vivência de um ciclo com diversos sentimentos, desde a desordem de pensamentos, até a organização destes, e a aplicação para o cotidiano, inclusive, causando impacto no local de trabalho e possibilidades de mudanças do cenário, afim de proporcionar uma saúde pública de qualidade e resolutiva”, considera Ana Carolina.
Sua banca foi comporta pela Dra. Marcia Regina Cubas, da PUC/Paraná, a Dra. Laís Mara Caetano da Silva, da UFSM e a Dra. Naiana Oliveira dos Santos, da UFN.

– Caroline Pacheco Araújo, orientada pela Prof. Dra. Regina Gema Santini Costenaro, elaborou um protocolo de participação do acompanhante no contexto do nascimento, com a colaboração da equipe multiprofissional do Centro Obstétrico do HUSM. Além disso, desenvolveu um fluxograma de mobilidade do acompanhante no contexto do nascimento de parturientes internadas no HUSM.
“Acredito na importância do reconhecimento do esforço para transformação dos processos de trabalho, que vem sendo realizado notoriamente pelo Conselho Federal de Enfermagem visando à qualificação dos profissionais de saúde e consequentemente à assistência prestada aos usuários do país. Sinto-me extremamente incentivada e determinada a realizar mudança no cenário no qual atuo. Entender onde precisamos mudar e de qual forma faremos essa mudança vem plenamente ao encontro da proposta dos Mestrados Profissionais”, considera Caroline.
Fizeram parte de sua banca, a Dra. Ivone Evangelista Cabral, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a Dra. Lurdes Lomba, de Coimbra/Portugal e a Dra. Cristina Saling Kruel, da UFN.

Fonte: Assessoria de Comunicação (ASSECOM) da UFN




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