30/06/2020

MPF, MPT e Coren-SE reúnem-se para discutir sobre SAMU e Zé Franco

Foram abordadas denúncias, relatos das últimas inspeções, desrespeito de insalubridade e condições de trabalho

Uma nova reunião foi realizada entre o Conselho Regional de Enfermagem de Sergipe (Coren-SE), Ministério Público Federal (MPF) e Ministério Público do Trabalho (MPT) para tratar de pontos referentes a denúncias recebidas e atual situação do Hospital Regional de Socorro, o Zé Franco, bem como do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).

O encontro foi realizado de modo virtual, no dia 25/06, e reuniu o presidente do Coren-SE, Diego Rafael da Silva Borges, o conselheiro e coordenador da Comissão de Gestão de Crise (CGC) da mesma autarquia, Conrado Marques, juntamente com os representantes do MPF e MPT.

A videoconferência fez tratativa sobre a situação encontrada na instituição do município de Socorro e abordou os passos a serem adotados para resolução das questões de irregularidades encontradas nas últimas fiscalizações realizadas pelo Conselho Regional, uma vez que todas as tentativas de adequações já foram realizadas anteriormente.

O MPF também levantou denúncias recebidas sobre o SAMU. O órgão federal apurou o recebimento de relatos semelhantes por parte do Coren-SE. Dentre as questões estavam a exposição dos profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, o tempo prestado por eles nas assistências, as condições de trabalho para desempenhar as atividades de enfermagem e a longa duração da disposição das ambulâncias em cada ocorrência.

Também foi posta em reunião a questão da insalubridade, uma vez que alguns locais não estão realizando o pagamento para todos os profissionais de forma devida. Ainda foi exposto sobre as condições de repouso, pois algumas instituições de saúde não estão remunerando o profissional de licença médica contaminado com o novo coronavírus (Covid-19), que recebem apenas o salário parcial, não sendo levados em consideração os 15 dias de repouso.

Com a reunião foi possível fundamentar ainda mais a ação em conjunto com o MPF e MPT, que estão contribuindo juntamente com as demais entidades de classe, alinhando esforços e apoiando nas ações do campo da justiça do trabalho, diante do quadro do suporte de saúde disponível no Estado, reconhecendo que tais tratativas não podem mais esperar para que as adequações sejam alcançadas.

 

Fonte: Ascom Coren-SE




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