29/11/2018

Exame de suficiência para Enfermagem é defendido no 21º CBCENF

Profissionais se reuniram com professores e representantes estudantis para discutir o papel do exame na qualidade dos serviços de Enfermagem.

“São as pesquisas sobre a formação e o resultado das fiscalizações feitas em todo o Brasil que nos apontam: necessitamos implantar o Exame de Suficiência”, afirma Gilney Guerra.

O crescimento desenfreado do número de vagas para cursos de Enfermagem e o surgimento de novas modalidades de estudo, como o Ensino a Distância (EAD), tem preocupado especialistas em relação à qualidade do que é repassado nas salas de aula Brasil à fora. “Nossa preocupação não pode se resumir aos investimentos econômicos, sejam eles dos alunos ou dos grupos educacionais. No caso da Enfermagem nossa preocupação é com as vidas”, falou a presidente do Conselho Regional de Enfermagem do Ceará (Coren-CE), Ana Paula Brandão, ao abrir a Mesa Redonda “Exame de suficiência: um passo para a qualidade do exercício profissional”. O debate ocorreu na tarde desta quarta-feira (28/11) dentro da programação do 21º Congresso Brasileiro dos Conselhos Regionais de Enfermagem (CBCENF).

O Exame de Suficiência para profissionais da enfermagem é teor do Projeto de Lei (PL) 4930/2016, que tramita na Câmara Federal, em Brasília. Segundo o texto, novos auxiliares, técnicos em Enfermagem e enfermeiros só serão habilitados para o exercício profissional após a aprovação em exame que irá testar a sua capacidade técnica. Na qualidade de debatedora a enfermeira e professora universitária Orlene Dias defendeu a criação do exame e afirmou que a proliferação de cursos de qualidade duvidosa é também um dos principais fatores responsáveis pela desvalorização profissional. “O crescente surgimento contribui para a saturação do mercado de trabalho, causando inclusive o achatamento de salários. Porém, nada se compara aos riscos provocados à saúde dos pacientes”, refletiu a professora.

Para a professora e ex-conselheira federal Orlene Dias, formação desordenada satura o mercado e coloca em risco o paciente.

A defesa do conselho pela implantação do Exame se justifica por dados concretos que diariamente chegam aos Conselhos Regionais através de denúncias de erros de imperícia, negligência ou imprudência. Segundo dados apresentados pelo conselheiro do Cofen, Gilney Guerra, somente em 2017 foram julgados 83 processos éticos. Destes, 5 profissionais tiveram seus registros cassados pelo Conselho Federal. “São as pesquisas sobre a formação e o resultado das fiscalizações feitas em todo o Brasil que nos apontam: necessitamos implantar o Exame de Suficiência. A intenção não é punir alunos, mas entregar para o mercado profissionais mais qualificados”, defendeu Gilney Guerra.

Ao final da explanação a platéia solicitou como encaminhamento do encontro a criação de campanhas de conscientização para que alunos e profissionais entendam melhor a proposta do Exame. A sensibilização dos políticos para a aprovação do Projeto em tramitação também foi citado pelos presentes.

Fonte: Ascom – Cofen




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