02/04/2013

Curso no MuNEAN destaca o papel do enfermeiro na equipe de saúde

A enfermeira especialista em Terapia Intensiva e Auditoria Ana Rita

A enfermeira especialista em Terapia Intensiva e Auditoria Ana Rita Araújo de Oliveira Borges vai iniciar, no dia 9 de março, a programação de 2013 do projeto Diálogos com Saúde do Museu Nacional de Enfermagem Anna Nery (MuNEAN). O curso, que acontece sempre aos sábados, visa revisar e atualizar alguns temas importantes para a saúde, evidenciando o papel do enfermeiro como membro da equipe de Saúde.

Ana Rita, que participa de grupo de pesquisa sobre envelhecimento na UFBA, explica que no dia 9 de março vai falar sobre assistência de enfermagem ao paciente dialítico. Segundo ela, existem várias causas para as doenças renais. Os grupos de pessoas com risco aumentado para desenvolver doença renal são os pacientes hipertensos, diabéticos, obesos, idosos e aqueles com histórico de doença renal em familiares. Segundo dados do Ministério da Saúde, temos atualmente no Brasil: 33 milhões de hipertensos, 7,7 milhões de diabéticos, 17 milhões de idosos e 16 milhões de obesos.

Quem deseja se prevenir da doença precisa tomar alguns cuidados. Pacientes que já possuem diagnósticos de hipertensão, diabetes e outras doenças crônicas, devem fazer um acompanhamento ambulatorial para detectar precocemente a insuficiência renal. Seguir o tratamento com medicações e a dieta apropriada. “Existem pessoas hipertensas e diabéticas diagnosticadas há anos, mas que não têm complicações renais porque seguem o tratamento”, afirma a enfermeira.

 

Para aqueles que têm a questão hereditária, prossegue Ana Rita, devem ser feitos exames periódicos para avaliar a função renal. Ela explica ainda que o paciente com quadro agudo de insuficiência renal faz hemodiálise e pode recuperar a função renal. “Entretanto, o renal crônico já diagnosticado não se cura, apenas pode e deve se tratar para ter uma vida com algumas restrições”. Para se manter vivo o paciente precisa fazer algum tipo de diálise até conseguir o transplante renal que também é considerado um tratamento. “O paciente transplantado renal, normalmente não precisa fazer diálise, mas transplante não é uma cura. Ele usará medicação para evitar a rejeição do rim a vida toda”.

Nesse contexto, o papel do enfermeiro, na visão de Ana Rita, é insubstituível e amplo: planejar, organizar, supervisionar, executar e avaliar todas as atividades de enfermagem, em clientes submetidos ao tratamento dialítico. “O enfermeiro é responsável pelo o acolhimento do paciente e família e inserção do doente renal nesta nova realidade, pelo ensino ao autocuidado, adesão ao tratamento, enfrentamento da rotina e, sobretudo, pela humanização e estímulo para que o indivíduo com deficiência renal consiga enxergar novas possibilidades de mudança”, conclui.

O curso acontece das 9h às 12h, na sede do MuNEAN, vai fornecer certificado e o participante precisa pagar o valor simbólico de R$ 20,00.

 

Curso: Enfermagem na Assistência ao Paciente Dialítico

 

Data: 9 de março, das 9h às 12h

 

Onde: Museu Nacional de Enfermagem (MuNEAN)

 

Endereço: Rua João de Deus, nº 5 – Pelourinho

 

Investimento: R$ 20,00.

 

Informações: 71-3321-3819




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