14/11/2019

Coren-SE recebe enfermeiros para construir o protocolo de Enfermagem na Atenção Primária

No último dia 13 de novembro o Coren-SE foi sede

No último dia 13 de novembro o Coren-SE foi sede de mais uma reunião dos enfermeiros que compõem o grupo de trabalho( GT) para a elaboração do Protocolo de Enfermagem na Atenção Primária. Documento este que tem o intuito de trazer organização normativa, científica e legal para o profissional de enfermagem da Atenção Primária do Estado de Sergipe.

A proposta de construção deste material é uma iniciativa do Cofen, que solicitou ao Conselho Regional de cada Estado da Federação e do Distrito Federal, que desenvolvessem um Protocolo de Enfermagem na Atenção Primária. Para que esta construção fosse viável, o Coren-SE convocou 2 facilitadores no Estado, sendo eles o enfermeiro José Magno Alves dos Santos e a enfermeira Raquel dos Reis Tavares.

Dando início às atividades, em abril deste ano 2019, o facilitador Magno fez um treinamento em Brasília, para compreender as diretrizes de construção que valem para todo o Brasil, porém cada Estado terá o seu protocolo com características específicas onde o enfermeiro atua. Isso porque o Conselho Federal reconhece que devemos respeitar as diferenças epidemiológicas, dentre outras, de cada região.  Ou seja, haverá diferentes protocolos, porém todos seguindo o mesmo padrão e diretrizes em todo território nacional.

DAS ÁREAS ABORDADAS

O protocolo a ser elaborado aborda diferentes áreas e cuidados que envolvem a Atenção Primária, dentre elas, Saúde da Mulher, Saúde da Criança, Saúde do Idoso, Saúde do Homem, Doenças Crônicas, Acolhimento da Demanda Espontânea, etc.

A primeira reunião do GT para a construção do Protocolo aconteceu em 14 de agosto deste ano. “Hoje, dia 13 de novembro, já nos encontramos na 13° reunião. Atualmente, estamos trabalhamos no módulo de Acolhimento da Demanda Espontânea. Todo o trabalho é definido de forma coletiva, ou seja, adotamos uma dinâmica participativa e propositiva, estabelecendo no grupo um processo totalmente crítico e democrático. Discutimos à exaustão. O grupo é composto por  profissionais de enfermagem da rede de Atenção Primária, da capital e do interior”, pontua o facilitador.

A construção é sempre com base em evidências técnico-científicas e segue as legislações regionais e federais do sistema Cofen/Corens, bem como respeita os princípios do SUS e seu aparato legal, etc. Nas reuniões discute-se também como montar o projeto e a partir da linha de cuidado que foi estabelecida nas discussões, dialoga-se sobre o melhor método de construção do texto, são apresentados os temas de forma contributiva, apontadas necessidades e possíveis ausências a serem suprimidas, entre outras atividades. Após o GT concluir o módulo de Acolhimento da Demanda Espontânea, que ainda não tem data estabelecida, outros módulos serão elaborados. “Daremos a continuidade a produção dos demais módulos em momento oportuno”, esclarece o facilitador.

A FASE DE IMPLEMENTAÇÃO

Vale ressaltar que, ao término da criação deste módulo de Acolhimento da Demanda Espontânea do Protocolo, haverá uma fase de implementação nos municípios que aderirem ao referido documento. Haverá ainda um treinamento com os profissionais de enfermagem deste município, para que eles conheçam todo o instrumento e aprendam a operacionalizá-lo. Uma vez em vigência, existirá a responsabilidade e compromisso do profissional de enfermagem da assistência em dialogar com o Coren-SE e a gestão sobre possíveis necessidades de atualização do protocolo, garantindo uma participação mais ampla dos profissionais no processo de atualização desta ferramenta que trará o máximo de amparo para eles.

 




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