17/07/2020

Coren-SE realiza Live e trata da enfermagem pré-hospitalar

Encontro virtual reuniu Eduesley Santana, representante do CGC do Coren-SE, e a enfermeira da SAMU, Adriana Florzinha

O Conselho Regional de Enfermagem de Sergipe (Coren-SE) realizou mais uma Live (espécie de videoconferência ao vivo) pela rede social da autarquia, no Instagram, nesta quinta-feira, 16/07. A temática do encontro era a “Enfermagem pré-hospitalar no enfrentamento da pandemia em Sergipe” e reuniu o representante da Comissão de Gestão de Crise (CGC) do Coren-SE, Eduesley Santana, e da enfermeira Adriana Góis, mas conhecida como Florzinha.

Como membro do CGC do Coren-SE, o professor e enfermeiro Eduesley Santana foi o anfitrião da noite e explicou que a proposta do encontro virtual e escolha da participante visava compreender a atual situação vivenciada pelos profissionais que atuam no atendimento pré-hospitalar. Ele recordou também sua passagem pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). “Recordo que fui banana, como são chamados aqueles que estão no estágio extracurricular”, relembra.

 

O SAMU

Adriana destacou o início do SAMU Sergipe, bem como o modo como o sistema tem enfrentado a pandemia e quais perfis tem atendido durante este período. “O sistema é formado pelos transportes e o serviço de regulação”, esclarece. Ela ainda destacou os tipos de serviços ofertados, como a Unidade de Suporte Avançado (USA), com total de 16 unidades habilitadas, e as Suporte Básico (USB), que totalizam 43 disponíveis. “Lembrado que há variação por dia de quantas estão ativas”, enfatiza.

Nossa convidada relembrou que Aracaju foi o piloto no Brasil e hoje são 188 SAMUs no país. “Fomos referência há muito tempo”, comenta a enfermeira que está há 14 anos no sistema de atendimento. Ela ainda esclareceu como é realizado este tipo de serviço. “O SAMU foi criado para situações de urgências e emergências. A gente atende em residências, vias públicas e cenários adversos. Além disso, fazemos o transporte inter-hospitalar”, explica.

Nossa convidada ainda reforçou como se dá o serviço de regulação. “Quando você liga para 192, é a Central de Regulação que detém todas as vagas dispostas no Estado. Ela tem a condição e classificação do paciente e das vagas disponíveis”, pontua. Ela ainda explica que o médico regulador classifica o risco do paciente e encaminha a viatura de acordo com o quadro que foi passado para ele. “Não é fácil regular a distância, desenhar este cenário e a condição do paciente pela sintomatologia. Este médico também diz se é de USA ou USB. Só, então, passa para o rádio operador”, esclarece.

 

*DEMANDA E SEGURANÇA*

O bate papo também abordou o número expressivo de pessoas infectadas e falecimentos – mais de 1.000 mortes em Sergipe –, os óbitos das duas profissionais e da estudante de enfermagem em Sergipe, e a forma como a pandemia têm sobrecarregado o atendimento do SAMU.

Com o aumento da demanda, Eduesley Santana colocou em pauta a forma como os profissionais tem lidado com a proteção. Adriana recordou que, quando o primeiro caso surgiu, em março, muito pouco se sabia e que hoje já existe um kit Covid. “Inclusive, a gente agradece bastante, pois, logo no início o Coren Sergipe e a CGC foram muito importantes com doações de alguns face shields e máscaras N95. A gente ficou um tempo com medo das máscaras não serem suficiente e o Coren ajudou nisso” recorda.

A internauta @eunicebcoelho, que acompanhava a transmissão, comentou: “nossa colega Adriana, juntamente com o SEESE e o Conselho, nos ajudou muito na melhoria da qualidade dos EPIs do SAMU, bem como na dispensação sem tanta burocracia.

 

*APROVAÇÃO E MAIS*

Os internautas também participaram e aprovaram o encontro virtual. Foi possível identificar comentários como: “Excelente temática. Parabéns Coren e aos profissionais” “Parabéns aos dois, grandes colegas profissionais, “Orgulho de ser colega de vocês. Parabéns para vocês, por mostrar a realidade da nossa saúde em nosso Estado”.

Foram abordadas questões enfrentadas diariamente pelos profissionais do SAMU e os fatores que comprometem o psicológico do colaborador. “Não tenho dúvidas que deve haver um tipo de campanha e política para auxiliar estes profissionais”, defende Eduesley Santana. O representante do CGC também revelou estar tratando algumas propostas com o Coren-SE para a criação de capacitações e estratégias que precisam ser pensadas para minimizar os problemas enfrentados na enfermagem e que possam surgir em pandemias futuras.

Ao término, Florzinha destacou que é preciso tirar lições de tudo que está sendo vivenciado. “Não seremos mais os mesmos, mas seremos muito maduros. Eu acredito na enfermagem. Somos 70% de um hospital, da assistência. Somos beira-leiro no cuidado do paciente, 24 horas. Somos uma enfermagem pronta. A vida dos pacientes e os cuidados passa pela enfermagem e somos peças fundamentais”, enfatiza.

Para conferir a Live na íntegra, clique aqui, ou acesse o Instagram do Coren Sergipe (perfil: @coren.sergipe).

 

Fonte: Ascom Coren-SE




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