06/07/2020

Coren-SE fiscaliza Hospital Regional de Estância

Dentre os pontos observados estavam o fluxo de pacientes, a dispensação de EPIs, local de estar, paramentação e desparamentação

A equipe do Conselho Regional de Enfermagem de Sergipe (Coren-SE) realizou mais uma fiscalização no Hospital Regional do município de Estância, em Sergipe, nesta quinta-feira, 02/06, para averiguar como está a situação e condições de trabalho ofertadas pela instituição de saúde.

A fiscalização comandada pela enfermeira fiscal, Daniela Miranda, tratou de averiguar denúncia sobre o fluxo apresentado no local e a presença de auxiliar de enfermagem nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). Com relação a este último ponto, de acordo com o que foi observado in loco, as escalas de nível médio contam somente com técnicos de Enfermagem.

Foi constatado, no entanto, que há falha no fluxo de pacientes que entram na unidade hospitalar, onde assistidos não positivados podem se contaminar por estarem em contato ou em atendimentos cruzados com os já positivados. “Por isso, é preciso e importante fazer esta correção e os profissionais precisam estar com a paramentação correta”, alerta a enfermeira fiscal que também observou esta questão.

Dentre os pontos verificados também estavam os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), que estão sendo distribuídos nas alas Amarela, Vermelha e Covid. A maior problemática envolve as roupas privativas, que na ala Amarela não estão sendo disponibilizadas e na área Covid é utilizada apenas uma roupa privativa, quando profissionais solicitam ao menos duas.

Apesar dos questionamentos sobre as roupas privativas, a distribuição tem sido realizada de acordo com o que preconiza a Organização Mundial de Saúde (OMS). Entretanto, na Azul e no internamento, onde há presença de pacientes com resultados positivos de Covid-19, não tem distribuição de N95/PFF2. Para estes casos, a instituição também se baseia nas diretrizes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que indica o uso destes materiais na assistência de casos graves ou procedimentos que provoquem aerolização. Vale ressaltar que as unidades foram adaptadas para realizar a assistência aos pacientes suspeitos e/ou confirmados, sendo assim, pode haver um aumento do risco aos profissionais e pacientes atendidos, ao seguirem estritamente as recomendações da Anvisa e do Ministério da Saúde, sem que se garanta uma estrutura adequada.

Sobre a paramentação e desparamentação, também existe necessidade de adequação. Elas ficam no mesmo local que se destina para o descanso, além de estar localizada ao lado da copa. É também utilizado o mesmo banheiro para vários profissionais, independente, inclusive, do sexo. O mesmo não possui armários para colocar os pertences, ainda apresenta outras carências estruturais e possui higienização deficitária.

Outra problemática observada diz respeito à falta de pagamento da insalubridade dos profissionais de Enfermagem que atuam na ala destinada aos atendimentos de pacientes suspeitos e/ou confirmados com a Covid-19.

Durante a fiscalização, a equipe do Coren-SE doou 170 máscaras N95/PFF2 para serem entregues aos profissionais de Enfermagem, principalmente nos setores em que as máscaras não estão sendo distribuídas, a exemplo da Azul e do internamento.

Preocupado com o que foi constatado in loco, o Conselho Regional de Enfermagem de Sergipe encaminhará relatório aos sindicatos e às autoridades competentes para que seja realizada a correção imediata das inconformidades. Nesse meio tempo, o Coren-SE mantém os canais de denúncia (Ouvidoria, localizado no site do Conselho, e o e-mail fiscalizacao@coren-se.gov.br) abertos para diálogo com os profissionais que atuam no hospital.

 

Fonte: Ascom Coren-SE




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