12/04/2018

Cofen critica desmonte do SUS proposto pela Febraplan

Proposta tende a agravar o sub-financiamento, drenando recursos para a saúde suplementar e concentrando investimentos do SUS em alta complexidade

Proposta foi apresentada a gestores e congressistas nesta terça-feira (10/4), em Brasília

A Federação Brasileira de Planos de Saúde (Febraplan) apresentou, na terça-feira, dia 10, em Brasília, proposta de um “Novo Sistema Nacional de Saúde”, que canalizaria mais recursos públicos para a Saúde suplementar.

“A proposta fere pressupostos constitucionais do Sistema Único de Saúde (SUS) e tende a agravar o sub-financiamento, drenando recursos para a saúde suplementar e concentrando os gastos do SUS em procedimentos de alta complexidade”, resume a conselheira Nádia Ramalho, vice-presidente eleita do Cofen (2018-2021). A Enfermagem também esteve representada pela Conatenf/Cofen e Anaten.

Mais de 90% dos transplantes e tratamentos de alta complexidade, como quimioterapia, já são realizados pela rede pública. Entretanto, a Lei nº 9.656/1998 obriga as operadoras de planos de Saúde a ressarcir o SUS quando o segurado é atendido em hospitais públicos. Especialistas avaliam que a medida é importante para desencorajar a negativa de assistência em procedimentos de maior complexidade, uma as principais reclamações dos usuários.

Em artigo publicado ontem, dia 11, o presidente do Cofen, Manoel Neri, critica a proposta da Febraplan, lembrando que “o excesso de benefícios fiscais que os planos de saúde recebem do Estado” contribuem para o subfinanciamento do SUS. “Como profissionais de Saúde repudiamos este ataque da Febraplan ao SUS. O SUS pertence a cada um dos 208 milhões de brasileiros”, afirma.

 

Fonte: Ascom – Cofen




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