06/08/2019

16ª CNS: Cofen participa com oficinas e palestras

Com tenda no evento, Cofen debate práticas avançadas e Nursing Now.

Debate sobre a Nursing Now fez parte da programação do evento.

Com o tema “Democracia e Saúde”, a 16ª Conferência Nacional de Saúde (8ª+8), que ocorre em Brasília, de 4 a 7 de agosto, recebe apoio do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) na tenda Neide Rodrigues. Mediada por colaboradores do Cofen, a tenda recebe oficinas, palestras e práticas integrativas.

A conselheira federal Maria Luísa, porta-voz do Cofen sobre Práticas Integrativas e Complementares, afirma que o espaço busca um contato direto com os profissionais de Enfermagem e que esses profissionais são importantíssimos na consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS), com foco nas práticas integrativas e na valorização da Enfermagem. “As práticas integrativas é um vasto campo para a atuação da Enfermagem, temos uma série de abordagens de cuidado, que envolve não só o tratamento, mas a promoção em saúde e até o auto cuidado, numa visão ampliada da saúde”, destacou a conselheira.

Representantes do Cofen no evento.

“Em 2006, aprovamos a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), que tem o objetivo de implementar tratamentos alternativos à medicina baseada em evidências através do SUS. Ao longo dos anos foram consolidadas 29 práticas. Atualmente, vemos uma ameaça dessa política, pois querem reduzir a oferta das práticas no âmbito do SUS, sob a alegação da não eficácia dessas práticas”, disse Maria Luísa.

Com muito interesse dos participantes da conferência, a tenda que oferece massagens, reike, auriculoterapia e musicoterapia é uma amostra de quanto as práticas integrativas beneficiam o auto equilíbrio, a questão da prevenção e o estresse. Para as representes do Cofen, essa é uma área que possui um grande arsenal científico e deve avançar. A tenda mostra essa demanda e o quanto as pessoas se interessam.

Joel Mancia debateu sobre a Nursing Now.

Roda de conversa sobre a Nursing Now – Mediado por Joel Mancia, integrante da Comissão da campanha, e Rosangela Schineider, conselheira federal, a roda, nesta segunda-feira (5), abordou as metas da campanha no Brasil e o que já tem sido trabalhado.

Em meio à relatos sobre a profissão e a apresentação do vídeo da campanha, Nursing Now Brasil – Manifesto, Joel abordou sobre a vivência e o dia a dia da Enfermagem. “Esse momento é importante para empoderar a Enfermagem, atrelar a questão do crescimento a valorização da categoria. Enxergamos assim, o quanto a Enfermagem é útil nas instituições de saúde”.

“Um dos objetivos da Nursing Now é incentivar os estudantes a desenvolverem atividades de empoderamento. A campanha está trabalhando, também, na estratégia 2030 sobre o Futuro da Enfermagem de 2020 a 2030, o objetivo é obter no mínimo mais 10 milhões de enfermeiros no mundo, e assim, gerar visibilidade, enfermeiros conquistando cargos de liderança e uma categoria valorizada”, destacou Joel.

Oficinas – Na abertura do evento, no dia 4, foi realizado a Oficina sobre Elaboração de Protocolos de Enfermagem na Atenção Primária à Saúde, mediada pelos integrantes da Comissão de Práticas Avançadas (CPAE), Elisabete Paz e Carlos Leonardo. A oficina visou ofertar para os enfermeiros instrumentos e ferramentas, para que eles pudessem aumentar a sua autonomia profissional, pois os protocolos guiam os trabalhos em saúde.

“Passaram por aqui gestores, secretários de saúde, coordenadores de saúde da família, enfermeiros de unidade e discutimos como é importante que o profissional de Enfermagem se aproprie de instrumentos que não só venham facilitar sua prática, como também possam oferecer as melhores respostas para o usuário e para o profissional.”, mencionou Elisabete e ressaltou que a oficina foi um bom momento para troca de informações.

A roda de conversa, nesta terça feira (6), sobre práticas avançadas, também mediada por Elisabete e Carlos Leonardo, reuniu 50 profissionais e estudantes de Enfermagem. “Nos estamos aqui para clarear e esclarecer o conceito de práticas avançadas, tentando trazer uma contribuição cientifica. A discussão no Brasil ainda é nova, as pessoas ainda tem um desconhecimento sobre o que o enfermeiro de práticas avançadas. A sala está cheia e as pessoas querem conhecer”, observou Carlos Leonardo.

 

Fonte: Ascom / Cofen




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